terça-feira, 6 de maio de 2014





Este é o  link de minha entrevista no canal UOL no programa Conexão Comportamento, com minha querida amiga Talia Jaoui, sobre Gestão do Tempo.
http://youtu.be/HNmnZMiCXww

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O Cérebro e a Liderança

O Cérebro e a Liderança


Nosso cérebro pesa cerca de 1,5 kg e processa em média 50.000 impulsos simultaneamente. É dividido em hemisfério direito e esquerdo e tem aproximadamente um bilhão de células na forma de um quatrilhão de conexões.
Em 1860 um neurologista francês chamado Paul Broca descobriu que o lado esquerdo do cérebro controlava o desenvolvimento da fala. Dez anos mais tarde, o neurologista alemão Carl Wernicke começou a desvendar o processo da comunicação, concluindo que o lado esquerdo é responsável pelo desenvolvimento da linguagem e que ela nos diferencia dos animais. Nos anos 50 outro neurologista chamado Roger Sperry, ganhador do premio Nobel de medicina, ao estudar pessoas portadoras de epilepsia, removeu o corpo caloso e definiu que o lado direito do cérebro não é inferior ao esquerdo, e sim diferente. Mesmo depois de tantas descobertas a respeito do cérebro, ele ainda é um desafio a ser desvendado.
O que podemos fazer para cuidar do nosso cérebro? Muita coisa!
No campo espiritual podemos ler, meditar e orar. No campo sócio-emocional podemos aprender a dizer não, sorrir com mais frequência e dedicar algum tempo a nós mesmos. No campo mental, podemos fazer palavras cruzadas, aprender a tocar um instrumento e aprender um novo idioma. E, finalmente, no campo físico, podemos parar de fumar, fazer exercícios frequentemente e comer tendo em mente que no prato deve haver as cores do arco-íris. Com relação à cognição, devemos ter duas preocupações básicas: como está nossa capacidade de aprender, reter e ensinar e como está a capacidade dos nossos colaboradores de aprender e colocar em prática o que lhes foi delegado.
Como as pessoas são diferentes e possuem cérebros diferentes podemos concluir que existem alguns estilos de aprendizagem “diferentes”. Os estilos de aprendizagem dos nossos colaboradores não são necessariamente iguais. Os sinestésicos são aqueles que precisam estar em movimento, manuseando e participando ativamente; os auditivos precisam ouvir uma variedade de sons e tons (atividades com música são muito bem-vindas); os didáticos precisam de algum tempo para processar e analisar o conteúdo, e finalmente, os visuais são aqueles que se concentram quando os materiais têm cor, movimento e auxiliam na complementação do que se quer ensinar. Não poderíamos esperar nada diferente, afinal diz um ditado: “Cada cabeça uma sentença”. A verdade nesse ditado é que não somos iguais; portanto, se a liderança não entender que para lidar com pessoas diferentes é necessário usar recursos diferentes, seu legado e resultados correrão riscos.
Segundo pesquisadores há uma grande diferença entre as gerações. Em julho de 2011, a Folha de São Paulo definiu três gerações e suas diferenças. Os baby boomers, nascidos depois do fim da II Segunda Guerra Mundial, com idades hoje, entre 50 e 68 anos têm as seguintes características: criam vínculos com a empresa, trabalham arduamente, valorizam a hierarquia, encaram o chefe com respeito e não são questionadores. Na relação com o trabalho, esforçam-se para ser valorizados, consideram êxito atuar em uma grande empresa e o emprego é visto como um meio de construir a vida. As pessoas da geração X, com idades entre 37 e 49 anos, buscam equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho, questionam a hierarquia, adaptam-se bem e dividem o sucesso com o grupo. Na relação com o trabalho desejam que a empresa valorize suas contribuições individuais, buscam propor modelos que melhorem a qualidade de vida profissional e arriscam-se pouco. As pessoas da geração Y, com idade até 36 anos buscam equilíbrio entre o trabalho e a família, mudam muito de emprego, buscam ascensão rápida, não gostam de hierarquia e arriscam-se mais. Na relação com o trabalho são informais com os chefes e muito criativos. Querem ser reconhecidos pela sua contribuição individual e seu objetivo é ter liberdade no processo de produção.
Usando como exemplo somente essas gerações (existem outras definições), podemos identificar uma série de cuidados que um líder deve ter para conseguir o melhor de cada uma delas. Mesmo dentro delas há outra gama de diferenças no processamento de informação. Anthony Gregorc descreve quatro tipos de funcionamento da mente relacionados à percepção da informação, que pode ser concreta ou abstrata e o processamento pode ter o formato sequencial ou aleatório. Portanto, para lidar com toda essa diversidade, nosso trabalho como líderes é árduo e nossa preparação precisa ser profunda.
Pensando na necessidade da nossa preparação como líderes, inicio com este texto, uma série de oito artigos que irão nos ajudar a cuidar do nosso cérebro e nos preparar para auxiliar nossos colaboradores a cuidar dos seus. Segue abaixo duas dicas para iniciar o processo:
Primeira: analise seus resultados. Verifique o que tem feito de bom e em quê poderia melhorar, provavelmente você está colhendo o que plantou em algum momento do passado.
Segunda: comunique-se. Tenha uma conversa sincera e objetiva. Eis alguns passos para melhorar sua comunicação:
·       Estabeleça um Foco
·       Verifique o momento atual
·       Descubra possibilidades
·       Crie um plano de ação
·       Avalie e remova eventuais barreiras
·       Defina uma meta ou um objetivo a ser conquistado
·       Recapitule o que foi conversado e crie comprometimento por parte dos envolvidos.
Se isso tudo lhe parece muito complicado, observe o que está em jogo.
Desenvolver habilidades e aumentar nosso nível de conhecimento pode ser trabalhoso e custar caro, no entanto, tenha a certeza de que a falta de habilidades e a ignorância podem custar muito mais.
Qual é seu processo de aprendizado? Como você lida com a informação? E seus liderados? Qual foi a ultima vez que você teve uma conversa sincera com seus colaboradores? Qual foi a última vez que procurou ouvir atentamente? Quais os benefícios que uma conversa sincera e com foco podem trazer?
Boa reflexão!


sexta-feira, 29 de março de 2013

As 10 dicas para o Time...Equipe ou Organização.

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As 10 dicas para o Time

No livro Jogando para Vencer, Steve Jamison, e o próprio John Wooden compartilha a filosofia que seguiu ao longo de quase 3 décadas de sucesso.  

Desde o inicio de sua carreira, Wooden abraçou a ideia de que o sucesso é a paz de espirito resultante do esforço completo e absoluto para fazer o melhor que se é capaz.  Seu maior desafio foi provar a possibilidade de conciliar a teoria e a prática.  Conseguiu demonstrar sua crença, ao conquistar uma vitória atrás da outra sem nunca falar em ganhar, ensinou que a competição mais importante, vai além da vitória, se passa dentro de cada um de nós.  Seu foco estava em enxergar os detalhes indispensáveis, para alcançar a perfeição pessoal que ele chamava de excelência na competição.

Entre seus muitos ensinamentos, abaixo estão as 10 dicas dada a seus times:

1. Qualquer que seja a situação, aja racionalmente.
2. Se der o melhor de si, nunca perder a calma, nunca for superado em garra nem em combatividade, não terá nada com que se preocupar.
3. Sem fé e sem coragem, estamos perdidos.
4. Respeito cada adversário sem teme-lo e seja confiante sem ser arrogante.
5. Nunca seja um expectador.  Envolva-se sempre na luta.
6. Jogar sem egoísmo e ter espirito de equipe são dois requisitos essenciais para o sucesso de um atleta.
7. Temos batalhas árduas pela frente.  Aprecie a emoção de participar delas.
8. Nunca seda ao jogo sujo.  Jogue para valer e não reclame.
9. Reconheça e dê crédito a um companheiro que lhe dê uma oportunidade de marcar pontos ou faça uma boa jogada.
10. Seja um competidor.  Quando as coisas ficarem difíceis, endureça.

As dicas acima, servem a um time e a uma equipe ou organização.

Ao ponderar sobre as dicas acima, pense em sua equipe ou organização.  Você é um expectador ou protagonista? Você reconhece a ajuda recebida? Tem dado o melhor de si? Qual o tamanho de sua fé? E da coragem?

Boa reflexão!


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Uma visão de futuro

Um empreendedor corre atrás de um sonho, uma visão que  por vezes parece ser solitária e  altamente desafiadora.  Neste caso, os que estão ao seu lado, muitas vezes não compartilham do mesmo entendimento e portanto tornan-se opositores, desestimulando a continuidade do empreendimento.  Leva tempo para se conseguir atingir resultados duradouros.  Quando alguém os consegue, os opositores mudam de posição e em muitos casos passam a copiar as mesmas atitudes.  Sam Walton, foi um empreendedor, com uma visão clara de futuro, esse video mostra um pouco desse assunto.Sam Walton Biography WalMart History

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Elite do Coach no Brasil





No próximo dia 23/02/2013, será lançado o livro Elite do Coaching no Brasil.  Neste livro, participo como co-autor compartilhando algumas ferramentas eficazes que tenho utilizado no processo de coaching.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O líder Abraham Lincoln

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O líder Abraham Lincoln

A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns. – A. Lincoln

O filme Lincoln, de Steven Spielberg, que mostra uma faceta da vida do 16o. Presidente dos Estados Unidos, compartilha um lado interessante da história que em 1865, diante de uma guerra civil, aprova a emenda constitucional que se torna o marco da libertação da escravatura.

Diante de desafios pessoais e políticos o presidente Lincoln permanece fiel a seus objetivos e deixa uma lição de liderança que pode ser aplicada nos dias de hoje. 

Foi um líder obstinado e focado em seus objetivos.  Seu governo foi atacado e chamado de incompetente, os que acreditavam e trabalhavam pela abolição estavam se sentindo desanimados.

Muitas frases são atribuídas a Lincoln, está aparentemente demonstra seu senso de igualdade: - “Ninguém é suficientemente competente para governar outra pessoa sem o seu consentimento.”  Lincoln, visitava os campos de batalha, conversava com seus soldados e em sua agenda reservava tempo para falar com os membros de sua comunidade.

Lincoln, suportou a adversidade e se manteve sóbrio para continuar presidindo a nação.  Teve clareza e forças para separar seus desafios, (a morte de seu filho, os desentendimentos com sua esposa e uma depressão ) de suas responsabilidades profissionais.  Parece ter dito certa vez: - “ Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.”

Parece também que foi um homem equilibrado, que refletia profundamente antes de decidir, certamente foi um bom ouvinte.  Buscava impressões diferentes acerca de um determinado assunto, mesmo com aqueles que “não rezavam na mesma cartilha”.


Como líder, tinha clareza de sua responsabilidade e plena certeza que de que seu governo deveria servir a todos, acima de interesses pessoais.

Disse certa vez: - “Se eu tivesse oito horas para derrubar uma árvore, passaria seis afiando meu machado”. Esta frase demonstra a consciência que tinha sobre a importância da preparação.  Um líder deve se preparar continuamente.  Nunca se sabe quando suas habilidades serão colocadas a prova.

Um líder deve ter bom humor.  Este pensamento demonstra seu lado bem humorado: -“ Casamento não é o paraíso nem o inferno - é apenas o purgatório”.

O New York Times, trouxe em um artigo de Nancy F. Kohen uma comparação entre o comportamento de Lincoln e os comportamentos de um líder.  Na Folha de São Paulo, este artigo foi publicado e cita 8 exemplos de Lincoln como líder, segue:

1.    Ter uma meta e persistir em sua obtenção
2.    Manter equilíbrio emocional e a compostura
3.    Ter paciência e refletir antes de agir
4.    Escutar atentamente os argumentos dos outros
5.    Considerar todos os lados da questão
6.    Ser flexível quando necessário
7.    Comunicar-se com todos os “stakeholders”
8.    Não agir levando em conta interesses pessoais

Para nós lideres, fica o convite de assistir o filme, ler sobre sua biografia e refletir.

Quais são as semelhanças e diferenças entre seu estilo de liderança e o de Lincoln? Que conclusões pode tirar?

Boa reflexão!